Estou cumprindo a pena vitalícia de exercitar
diariamente o corpo para mantê-lo ativo, saudável e
feliz. Mas será que esta condenação não é uma necessidade?...
O primeiro passo foi a menopausa. Uma bela provação para o meu orgulho! Pois eu imaginava que não passaria pelos transtornos comuns a essa fase da vida, devido às minhas práticas de saúde...
Ledo engano!
Ledo engano!
A menopausa teve tudo a ver com a minha adolescência, uma fase em que me sentia impotente diante de fenômenos estranhos. Primeiro vieram as dores de cabeça. Depois a depressão. Os tradicionais calores e calafrios também não faltaram, mas pouco incomodaram...
Meu arsenal de livros e remédios naturais pouco aliviaram o efeito das mudanças hormonais e emocionais que me atingiram nessa fase. Alguns princípios naturistas me valeram e ajudaram, mas apenas em parte. Por exemplo: a dor de cabeça não me atacava se eu estivesse em jejum, mas, em compensação, a falta de alimentação me enfraquecia muito. Era uma fome parecida com a da adolescência!...
A pior fase foi quando recomeçaram os problemas de coluna, que eu pensava ter dominado definitivamente... É evidente que esse é meu ponto fraco - e a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. No fundo, se trata da minha falta de raízes, que se manifesta desde que me conheço por gente. Minha primeira infância foi praticamente dentro de um trem. Essa é a lembrança mais antiga e mais viva que tenho. Uma delícia, ver os campos, os montes e as cidades correrem ao longo dos trilhos, mais ainda curtir o incrível vagão-leito e colocar a cabeça na janela do trem, sentir o vento batendo no rosto! Hoje em dia isso nem é mais permitido, os trens só funcionam com ar condicionado. rs
Itinerante e andarilha, pelas circunstâncias e por vocação! Ao mesmo tempo, a andança por várias cidades e países durante a infância contribuiu para confundir meu senso de identidade nacional. Algumas vezes, também, gostaria de mudar de planeta... rs Assim, minha coluna, que os orientais comparam ao tronco de uma árvore, não tem a firmeza de quem se sente plantado nesta terra - tão linda vista do espaço, mas tão repleta de contrastes e desigualdades.
Confesso que sempre fico com frio na espinha quando vejo bombardeios ao vivo na TV ou rebeliões em penitenciárias. Essas cenas são o exemplo vivo de que estamos muito longe, neste planeta, de praticar a igualdade e a fraternidade que pregamos da boca para fora. A liberdade, então, não passa de um sonho! Não adianta pensar que essas cenas se passam longe. O impacto é muito forte. Longe daqui, aqui mesmo!
Acredito que somatizei meus medos e inseguranças sobrecarregando a coluna. Por isso estou condenada a exercitá-la todos os dias. No entanto, mesmo sendo uma pena vitalícia, cheguei à conclusão de que é bastante suave. Tenho até vergonha de me queixar disto, quando tantas pessoas sofrem terrivelmente e se submetem a tratamentos que agridem o organismo. A pena, porém, só foi branda devido à magnanimidade da juíza - eu mesma. rs Possivelmente, qualquer médico teria me solicitado vários exames e encontrado diversos motivos para me receitar remédios e paliativos que talvez complicariam o quadro até o ponto de não conseguir mais entender as causas e encontrar soluções "definitivas". Sim, definitivas entre aspas, pois tudo está em constante transformação e movimento. Certo?
Foi muito importante para mim, durante a menopausa, conseguir me equilibrar sozinha. Não por orgulho ou vaidade, mas para confirmar que o contágio da saúde supera aquilo que se considera doença.
Partindo do conceito que a saúde não é ausência de sintomas e que os próprios sintomas são aliados da saúde para atingir o equilíbrio, fui buscando causas mais profundas dos vários transtornos e soluções a longo prazo, sem paliativos. Em capítulos anteriores do livro descrevi as minhas motivações e as pesquisas que fui fazendo em diversas áreas da medicina alternativa, mas a menopausa trouxe a necessidade de pesquisar o lado obscuro e complexo da saúde: o emocional. É isso que vou desenvolver nos próximos capítulos. Acredito que essa questão exige uma maturidade que eu não tinha até então, por isso demorei para me aventurar por esse caminho.
Partindo do conceito que a saúde não é ausência de sintomas e que os próprios sintomas são aliados da saúde para atingir o equilíbrio, fui buscando causas mais profundas dos vários transtornos e soluções a longo prazo, sem paliativos. Em capítulos anteriores do livro descrevi as minhas motivações e as pesquisas que fui fazendo em diversas áreas da medicina alternativa, mas a menopausa trouxe a necessidade de pesquisar o lado obscuro e complexo da saúde: o emocional. É isso que vou desenvolver nos próximos capítulos. Acredito que essa questão exige uma maturidade que eu não tinha até então, por isso demorei para me aventurar por esse caminho.
Voltando porém às dores de coluna, entre as mais citadas nos consultórios geriátricos de todo o mundo, venho matutando o seguinte: será que a condenação ao exercício diário da coluna não é uma necessidade para todas as pessoas acima de uma certa idade? Pois a imagem visual que se tem do envelhecimento é de alguém se curvando e encolhendo, não é mesmo? Mas... precisa ser assim?
Fico me perguntando se todos percebem quando deixam de alcançar as pontas dos pés, ao dobrar a cintura. E também se conseguem apoiar toda a coluna, ao deitar-se na cama ou no chão. Exercitar esse tipo de habilidade é fundamental para prevenir problemas de toda sorte, não apenas de coluna. Uma árvore com o tronco firme e forte está menos sujeita às intempéries e vive por muito mais tempo!
Olha, não estou sugerindo aqui qualquer tipo de esforço pesado, ao contrário! Boas dicas eu encontrei nos movimentos suaves que aprendi com o mestre Moshe Feldenkrais*, que me levou a jogar fora todo aquele repertório de ginásticas esbaforentas (existe essa palavra? Não? Então pronto, está criada!) que tentaram me impingir durante décadas. Já escrevi sobre isso em vários capítulos.
Um dos fantasmas da menopausa é a osteoporose. Conheço mulheres que tomam doses maciças de cálcio para prevenção ou controle, mas a absorção é muito limitada e até prejudicial, quando faltam sol, exercício e horas ao ar livre. A explicação disso é que os músculos, bem irrigados, levam o cálcio aos ossos, certo? Se houver flacidez ou perda muscular, ocorre um exagerado acúmulo de cálcio no organismo, que não fortalecerá os ossos nem ajudará no controle da osteoporose, podendo inclusive prejudicar a saúde em outros aspectos.
Por falar em cálcio, a melhor substância que conheço é a dolomita, uma rocha branquinha, maravilhosa dádiva da natureza que contém cálcio e magnésio, então cuida ao mesmo tempo dos ossos e do coração, que pode ser ameaçado pela baixa de hormônios femininos durante a menopausa. Também vários tipos de algas ajudam a recuperar o cálcio, portanto não faltam opções. Menopausa é coisa séria! Melhor se preparar para isso, pois eu falhei e custei a me recuperar...
Naquela época, fiquei meio atarantada com os sintomas todos. A cada manhã, percebia que minha coluna estava desalinhada, os músculos das costas fracos e sem tonicidade. Se eu deixasse de me exercitar, os nervos das costas reclamavam o dia inteiro. E às vezes apareciam dores de cabeça, principalmente à noite. Elas só passavam com vários minutos de automassagem nos ombros, no pescoço, na testa e no rosto, inclusive no couro cabeludo. Mas passavam! Bom, isso também não foi o fim do mundo, essa auto-condenação também foi branda, e o aprendizado ficou para o resto da vida.
Só pra dar uma ideia dos exercícios, esses que faço até hoje e que garantem meu bem estar e energia. São movimentos do tipo água com açúcar, certamente alguns vão rir disso, porém posso afirmar que ri bem quem ri por último. rs:
No auge da menopausa, preciso dizer que todos me aconselhavam a ir... ao médico. Onde já se viu deixar de fazer mamografia, papanicolau e tals? Eu recorreria, sim, a alguma ajuda, se sentisse necessidade. Teve uma hora que quase fui. Foi bem no comecinho da menopausa, quando a menstruação estava ficando escassa e um endurecimento no abdômen me fez desconfiar de algum tumor. Através dos meus livros e de conversas com outras mulheres, percebi que todas passam por situações estranhas na menopausa, que na maioria dos casos são fenômenos hormonais típicos dessa fase. De fato, após algum tempo o sintoma desapareceu e eu continuei com minha fama de im-paciente.
Nessa fase, tomei muito óleo de germe de trigo, levedura de cerveja, ginseng, tudo o que podia fortalecer e desintoxicar o organismo. Por isso me senti fracassada, ao perceber que, apesar de tantos cuidados, eu não passava de uma... mulher na menopausa.
E NÃO ERA?... Que pretensão, a minha! rs
Em resumo, passei por sintomas comuns na menopausa, mas não me apavorei. Fui resolvendo um problema de cada vez e aqui estou, para contar a história.
Quero porém falar de um lado muito positivo do início da maturidade. Ao longo do tempo, comecei a sentir uma ampliação de interesses e uma necessidade maior de expressão.
Passei a escrever cada vez mais e a me engajar em diversas áreas de ativismo. Na década de 90 fiquei uma figura conhecida da imprensa, a Giulia do Fórum de Educação, hoje EducaFórum. Formei grupos de pais de alunos de escolas públicas, encaminhei representações ao Ministério Público, participei de atos públicos e romarias para os gabinetes de políticos, em defesa da educação, . Assim, percebi o potencial das pessoas de meia idade para fazer o que muitas vezes é difícil na juventude, devido à corrida pela sobrevivência e à luta familiar: acompanhar e fiscalizar os atos daqueles que são eleitos ou nomeados para defender o interesse público.
A maturidade e as experiências de vida trazem um tipo de malícia que os jovens ainda não possuem. Vereadores, deputados, ministros, juízes etc. podem conseguir enganar nosso filhos, mas dificilmente suas conversinhas convencerão a nós, velhas raposas que percebem a intenção já no olhar. Nós, de maior idade, principalmente os aposentados, que costumam ter mais tempo disponível, temos condições de buscar conhecimentos para constatar irregularidades na administração pública, manipulações no orçamento, corrupção de todo tipo. O que porém ainda falta é a coragem de ir a público e denunciar fraudes, falcatruas, ilegalidades. Os brasileiros de maior idade ainda não perceberam seu poder! Quantos aposentados, sejam contadores, advogados, administradores de empresas, economistas, jornalistas, professores, estão passivamente entregues aos achaques da maturidade, quando poderiam se unir e contribuir, com seus conhecimentos e experiência de vida, para evitar que a vida pública continue abrindo espaço para figuras toscas e sem escrúpulos? Haja vista o show de horrores que temos presenciado no Brasil durante os últimos anos, e que tem prejudicado cada vez mais a população menos favorecida!
Enfim, esta minha vocação, já latente na juventude, foi se intensificando com a maturidade e permite que eu seja uma pessoa atuante fora das paredes da minha própria casa. Quero dizer que esta fase da vida pode oferecer mais do que achaques, lamúrias, viagens ou entretenimentos, que muitas vezes só trazem frustração ou uma sensação de vazio. Um caso que ocorreu recentemente a um casal de vizinhos: eles foram finalmente fazer a viagem dos sonhos em cima de um navio... mas enfrentaram uma semana de enjôos, cujos melhores momentos foram dentro da cabine, dopados...
Não tenho nada contra viagens ou entretenimentos, andarilha que sou! Nada como relaxar, conhecer lugares novos e pessoas diferentes, mas... existem também coisas que podem preencher a vida de forma inusitada e nos fazer sentir atuantes e integrados à vida pública. Concorda?
No fundo, a maturidade é uma conquista. E é disso que vou falar no próximo capítulo.
Fico me perguntando se todos percebem quando deixam de alcançar as pontas dos pés, ao dobrar a cintura. E também se conseguem apoiar toda a coluna, ao deitar-se na cama ou no chão. Exercitar esse tipo de habilidade é fundamental para prevenir problemas de toda sorte, não apenas de coluna. Uma árvore com o tronco firme e forte está menos sujeita às intempéries e vive por muito mais tempo!
Olha, não estou sugerindo aqui qualquer tipo de esforço pesado, ao contrário! Boas dicas eu encontrei nos movimentos suaves que aprendi com o mestre Moshe Feldenkrais*, que me levou a jogar fora todo aquele repertório de ginásticas esbaforentas (existe essa palavra? Não? Então pronto, está criada!) que tentaram me impingir durante décadas. Já escrevi sobre isso em vários capítulos.
Um dos fantasmas da menopausa é a osteoporose. Conheço mulheres que tomam doses maciças de cálcio para prevenção ou controle, mas a absorção é muito limitada e até prejudicial, quando faltam sol, exercício e horas ao ar livre. A explicação disso é que os músculos, bem irrigados, levam o cálcio aos ossos, certo? Se houver flacidez ou perda muscular, ocorre um exagerado acúmulo de cálcio no organismo, que não fortalecerá os ossos nem ajudará no controle da osteoporose, podendo inclusive prejudicar a saúde em outros aspectos.
Por falar em cálcio, a melhor substância que conheço é a dolomita, uma rocha branquinha, maravilhosa dádiva da natureza que contém cálcio e magnésio, então cuida ao mesmo tempo dos ossos e do coração, que pode ser ameaçado pela baixa de hormônios femininos durante a menopausa. Também vários tipos de algas ajudam a recuperar o cálcio, portanto não faltam opções. Menopausa é coisa séria! Melhor se preparar para isso, pois eu falhei e custei a me recuperar...
Naquela época, fiquei meio atarantada com os sintomas todos. A cada manhã, percebia que minha coluna estava desalinhada, os músculos das costas fracos e sem tonicidade. Se eu deixasse de me exercitar, os nervos das costas reclamavam o dia inteiro. E às vezes apareciam dores de cabeça, principalmente à noite. Elas só passavam com vários minutos de automassagem nos ombros, no pescoço, na testa e no rosto, inclusive no couro cabeludo. Mas passavam! Bom, isso também não foi o fim do mundo, essa auto-condenação também foi branda, e o aprendizado ficou para o resto da vida.
Só pra dar uma ideia dos exercícios, esses que faço até hoje e que garantem meu bem estar e energia. São movimentos do tipo água com açúcar, certamente alguns vão rir disso, porém posso afirmar que ri bem quem ri por último. rs:
- deitar de costas e balançar suavemente a coluna e os quadris de um lado para o outro, massageando as costas com o próprio balanço;
- ainda de costas, encolher as pernas na barriga e depois esticá-las, primeiro uma, depois outra;
- gatinhar (um exercício e tanto, pergunte ao bebê, que aprendeu assim a andar);
- nessa mesma posição, arquear suavemente a coluna e a cabeça, como fazem os gatos;
- de pé ou sentado, flexionar a coluna para trás e levar os braços suavemente em direção ao teto, primeiro um, depois o outro, depois juntos, ou vice-versa;
- sempre que possível, rodar a cabeça sobre o pescoço, de um lado para o outro, com o máximo de suavidade;
- fazer uns poucos abdominais ao longo do dia, principalmente para checar a flexibilidade da coluna;
- fazer todo tipo de alongamento, de forma prazerosa e sem contar os movimentos;
- rebolar, dar pulinhos, fazer bicicletinha, subir escadas, andar - de preferência onde o ar é puro;
- dar umas corridinhas pelo jardim, pelo quarteirão, no parque, na praia...
No auge da menopausa, preciso dizer que todos me aconselhavam a ir... ao médico. Onde já se viu deixar de fazer mamografia, papanicolau e tals? Eu recorreria, sim, a alguma ajuda, se sentisse necessidade. Teve uma hora que quase fui. Foi bem no comecinho da menopausa, quando a menstruação estava ficando escassa e um endurecimento no abdômen me fez desconfiar de algum tumor. Através dos meus livros e de conversas com outras mulheres, percebi que todas passam por situações estranhas na menopausa, que na maioria dos casos são fenômenos hormonais típicos dessa fase. De fato, após algum tempo o sintoma desapareceu e eu continuei com minha fama de im-paciente.
Nessa fase, tomei muito óleo de germe de trigo, levedura de cerveja, ginseng, tudo o que podia fortalecer e desintoxicar o organismo. Por isso me senti fracassada, ao perceber que, apesar de tantos cuidados, eu não passava de uma... mulher na menopausa.
E NÃO ERA?... Que pretensão, a minha! rs
Em resumo, passei por sintomas comuns na menopausa, mas não me apavorei. Fui resolvendo um problema de cada vez e aqui estou, para contar a história.
Quero porém falar de um lado muito positivo do início da maturidade. Ao longo do tempo, comecei a sentir uma ampliação de interesses e uma necessidade maior de expressão.
Passei a escrever cada vez mais e a me engajar em diversas áreas de ativismo. Na década de 90 fiquei uma figura conhecida da imprensa, a Giulia do Fórum de Educação, hoje EducaFórum. Formei grupos de pais de alunos de escolas públicas, encaminhei representações ao Ministério Público, participei de atos públicos e romarias para os gabinetes de políticos, em defesa da educação, . Assim, percebi o potencial das pessoas de meia idade para fazer o que muitas vezes é difícil na juventude, devido à corrida pela sobrevivência e à luta familiar: acompanhar e fiscalizar os atos daqueles que são eleitos ou nomeados para defender o interesse público.
A maturidade e as experiências de vida trazem um tipo de malícia que os jovens ainda não possuem. Vereadores, deputados, ministros, juízes etc. podem conseguir enganar nosso filhos, mas dificilmente suas conversinhas convencerão a nós, velhas raposas que percebem a intenção já no olhar. Nós, de maior idade, principalmente os aposentados, que costumam ter mais tempo disponível, temos condições de buscar conhecimentos para constatar irregularidades na administração pública, manipulações no orçamento, corrupção de todo tipo. O que porém ainda falta é a coragem de ir a público e denunciar fraudes, falcatruas, ilegalidades. Os brasileiros de maior idade ainda não perceberam seu poder! Quantos aposentados, sejam contadores, advogados, administradores de empresas, economistas, jornalistas, professores, estão passivamente entregues aos achaques da maturidade, quando poderiam se unir e contribuir, com seus conhecimentos e experiência de vida, para evitar que a vida pública continue abrindo espaço para figuras toscas e sem escrúpulos? Haja vista o show de horrores que temos presenciado no Brasil durante os últimos anos, e que tem prejudicado cada vez mais a população menos favorecida!
Enfim, esta minha vocação, já latente na juventude, foi se intensificando com a maturidade e permite que eu seja uma pessoa atuante fora das paredes da minha própria casa. Quero dizer que esta fase da vida pode oferecer mais do que achaques, lamúrias, viagens ou entretenimentos, que muitas vezes só trazem frustração ou uma sensação de vazio. Um caso que ocorreu recentemente a um casal de vizinhos: eles foram finalmente fazer a viagem dos sonhos em cima de um navio... mas enfrentaram uma semana de enjôos, cujos melhores momentos foram dentro da cabine, dopados...
Não tenho nada contra viagens ou entretenimentos, andarilha que sou! Nada como relaxar, conhecer lugares novos e pessoas diferentes, mas... existem também coisas que podem preencher a vida de forma inusitada e nos fazer sentir atuantes e integrados à vida pública. Concorda?
No fundo, a maturidade é uma conquista. E é disso que vou falar no próximo capítulo.

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