Não adianta ingerir o melhor dos alimentos
quando a eliminação é deficiente, pois
estaremos acumulando toxinas.
quando a eliminação é deficiente, pois
estaremos acumulando toxinas.
Quando assumi o ditado Somos o que comemos, não quis dizer que somos apenas o que comemos. A alimentação é certamente um dos elementos mais importantes na construção do organismo, já que de tempos em tempos (em média a cada sete anos, mas há controvérsias... rs) todas as nossas células se renovam. Assim, teoricamente, uma vez a cada década nossa máquina poderia estar novinha em folha.
No entanto, não só a teoria, mas principalmente a prática ensinam que não basta ingerir um alimento para garantir sua boa assimilação. E que o equilíbrio orgânico é uma via de mão dupla, em que pesam Entradas & Saídas. A qualidade do sangue não depende unicamente do que se ingere - alimento, água, ar, etc. - mas também do processo de eliminação das toxinas. Não adianta ingerir o melhor dos alimentos quando a eliminação é deficiente, pois a assimilação dos nutrientes será prejudicada. Vale a pena voltar ao início do livro para refletir melhor no assunto.
Nosso organismo é uma das grandes maravilhas da natureza. Ele pode fazer a contento todo o trabalho de assimilação e também a limpeza, desde que tenha porém boas condições de funcionamento. Existem situações críticas como a falta de água e de sono, a sobrecarga de atividade física ou mental, o excesso de poluição ambiental, a quantidade de agrotóxicos ingeridos, a química na alimentação, o estresse emocional... Parece-me que, nos dias de hoje, esquecemos frequentemente de permitir ao nosso corpo acompanhar o ritmo de vida que levamos. E também não ouvimos ou desprezamos suas repetidas mensagens de socorro, e esse será um bom motivo para um próximo capítulo deste livro.
Dizem que vivemos em um mundo materialista. Mas que materialistas são esses - diria o psicólogo José Angelo Gaiarsa - que não concedem ao próprio corpo uma vida confortável, que o submetem a esforços descabidos, que não o nutrem adequadamente, que o desgastam? Isso está mais para certas doutrinas religiosas que pregam o sacrifício do corpo, escravo da alma...
Eu ousaria dizer que, no balanço da saúde, pesam mais as saídas do que as entradas. Já vimos que não adianta ingerir o melhor dos alimentos se a eliminação for deficiente, pois estaremos acumulando toxinas. Ao contrário, se as vias de saída estiverem funcionando a contento, poderemos nos dar ao luxo de fazer algumas extravagâncias, exagerar um pouco na pimenta, tomar um vinhozinho a mais, essas coisas que a gente gosta de fazer em boa companhia.
Lembro-me do trecho de um livro de Sonia Hirsch*, Deixa Sair, que relata o diálogo pitoresco de um preto velho com uma consulente. A mulher recebe um conselho nada místico, de apenas expulsar os gases de seu intestino, pois essa seria a causa primeira de seus problemas de saúde. Os livros de Sonia Hirsch são inusitados, corajosos, abrangentes e muito sérios, além de escritos com uma espontaneidade e bom-humor contagiantes. Recomendo!
Quando a eliminação de toxinas não é satisfatória, muitas podem ser as causas. Numa hora como essa, vale a pena fazer uma revisão dos nossos hábitos diários:
- Será que a qualidade e quantidade daquilo que comemos estão de acordo com a vida que levamos?
- E o ar que respiramos, é suficientemente limpo?
- Será que a nossa respiração atende a oxigenação do sangue e também a eliminação de toxinas?
- Será que tomamos suficiente água de boa qualidade?
- E a nossa pele, tem alguma chance de transpirar, de estar em contato com o ar e o sol, ou está sempre abarrotada de roupas?
- E as roupas, estão apertadas? E os sapatos?
Pois é, quantas vezes achamos que o nosso corpo tem que se adaptar aos ditames da moda ou da propaganda, invertendo as prioridades?... A pele é considerada o terceiro pulmão, pois cumpre também a função de respirar, por isso não deve ser sufocada pelas roupas, sob pena de perder sua função de protetor térmico e válvula de escape do organismo, além de sobrecarregar os pulmões e os rins.
Todo o organismo precisa respirar e principalmente TRANSPIRAR, inclusive o pé, as axilas e o couro cabeludo, o que muitas vezes lhe impedimos de fazer! Já percebeu que a quase totalidade dos desodorantes à venda no mercado são antitranspirantes? Eles impedem a transpiração, portanto, as toxinas que precisam ser eliminadas através do suor voltam para a circulação do sangue. E não é só isso: os tais antitranspirantes são fabricados à base de produtos químicos também tóxicos, muitos deles cancerígenos. Então é bom saber que quando a pele não consegue eliminar as toxinas, ela apela para seu coadjuvante, o rim, que fica sobrecarregado com o dobro do trabalho! Pausa para a reflexão...
A questão do excesso de química no organismo é muito séria e pouco abordada em nosso país. Na Europa essa discussão é levada a sério, nos EUA um pouco menos, mas aqui no Brasil as indústrias química e farmacêutica fazem o que bem entendem e a propaganda corre solta. Então a saída é buscar produtos de higiene alternativos ou artesanais, principalmente sabonetes, desodorantes, shampoos, dentifrícios... Existem, sim, é só ir atrás!
Vamos agora focar na função dos intestinos. Já contei aqui que fui uma criança muito doente, mas... fui dotada de alguns privilégios. Desde cedo, sempre comi muitas frutas e hortaliças cruas, ou seja, nunca me faltaram fibras e água. Não me lembro de já ter tido algum problema intestinal sério. O que ocorre quando se ingerem poucas fibras, geralmente escassas nos alimentos altamente proteicos ou energéticos? Esses alimentos tendem a se decompor antes que suas toxinas possam ser eliminadas pelo organismo. Os resíduos tóxicos fermentam e aumentam a temperatura interna dos intestinos, o que leva à putrefação do bolo intestinal e à dificuldade de evacuação... Peço desculpas pelo vocabulário chulo, mas fica difícil traduzir de outro jeito. rs
Mas não é apenas a falta de fibras e água que prejudica o bom funcionamento do intestino. Outro vilão é o excesso de alimentos, mesmo de boa qualidade, que pode sobrecarregar todas as vias de saída e dificultar a eliminação de toxinas. O problema começa no estômago e me ocorreu compará-lo a uma máquina de lavar abarrotada de roupas. Comparação estapafúrdia?... Quem tem o hábito de lavar roupas a máquina sabe que não se pode colocar um número excessivo de peças, caso contrário o motor é sobrecarregado e pode pifar. Além disso, as roupas saem sujas, pois a quantidade de água que a máquina comporta não vai ser suficiente para um bom enxague. O mesmo cuidado precisamos ter com nosso aparelho digestivo, sem sobrecarregá-lo com excesso de alimento, que pode prejudicar seriamente sua função e, finalmente, contribuir para turvar o sangue.
Quando você pensa em frutas e hortaliças, procure também variar, isso é superimportante para estimular as vias de saída. Quantas jabuticabas você comeu este ano? E ameixas? E uva passa? E aquela maravilha que é o mamão? E o funcho da erva doce, já experimentou? Uma delícia! E já mastigou um talo de salsão? Já acrescentou um rabanete à sua salada? E umas sementinhas de girassol ou de linhaça?...
Aqui um papel importante cabe também ao exercício físico, necessário para flexibilizar os músculos do intestino e produzir uma boa transpiração que facilite o trabalho da pele e dos rins, excretores tão importantes quanto o intestino, no equilíbrio da saúde.
Entre todos os mecanismos para eliminação de toxinas, a respiração é de longe o mais importante. Respirar foi nosso primeiro ato em contato com a vida, fora do útero materno. Além de um importante fator de nutrição do sangue, é também fundamental para a eliminação do gás carbônico.
De modo geral, a capacidade dos nossos pulmões é bem maior do que a quantidade de ar que costumamos inspirar. Não se trata de um desperdício da natureza, mas de uma dificuldade criada pela vida sedentária e pela tensão emocional, que não nos permitem aproveitar amplamente a nossa capacidade respiratória. Além disso, quem não exercita o organismo também limita a a respiração.
A parte do pulmão que não costumamos utilizar não fica vazia, ela retém ar parado, que aos poucos pode ir estagnando e envenenando o sangue, quando não é feita a necessária troca.
Mas, muita atenção! Como diz o mestre Feldenkrais*, todo movimento tem que ser consciente, inclusive o ato de respirar. Muitos acreditam que a boa respiração depende de movimentos mecânicos que forçam o uso do diafragma, a abertura das costelas, o trabalho das narinas etc. O método Feldenkrais orienta para prestar muita atenção à forma como respiramos, que é única e intransferível. Somente cada um de nós pode perceber suas limitações e necessidades, a cada momento. Todo tipo de respiração é válido, a princípio!
Os exercícios de conscientização demonstram que é simples perceber quando nossa inspiração ou expiração é insuficiente ou falha. Por exemplo: quando você se força a respirar apenas pelo nariz, por achar que essa é a única forma correta, vai entrar em pânico ao menor sintoma de resfriado, quando o entupimento das narinas obriga a respirar pela boca, sendo a única forma de suprir oxigênio ao organismo nessa situação. Sim, pois o organismo, simplesmente, não pode parar de respirar... rs Rejeitar a respiração pela boca por uma questão de princípio pode prejudicar sua saúde, em caso, por exemplo, de você ser obrigado a subir vários lances de escada. Numa situação como essa, seu organismo precisa de oxigenação rápida, e você pode ver que os atletas fazem amplas respirações pela boca após uma prova exaustiva.
Respirar pela boca significa, principalmente, aumentar a entrada de ar nos pulmões, e de forma mais rápida do que pelas narinas. Os cantores que o digam! E existe uma forma excelente de eliminar toxinas através da respiração: inspirar pelo nariz e expirar pela boca, de forma bem solta, lenta e tranquila. É um dos movimentos mais relaxantes que conheço, muitas vezes me ajuda a pegar rapidamente no sono quando tenho alguma preocupação ou desgaste emocional.
A saúde em geral sempre melhora, quando aprendemos a respirar com consciência, percebendo quando precisamos usar o diafragma, quando temos que fazer uma respiração suave para relaxar, quando podemos abrir todo o tórax para a entrada de ar puro, se estivermos no campo ou próximo ao mar... A qualidade do ar é fundamental para uma boa respiração e nem sempre podemos contar com ar puro. Quando a poluição ambiental aumenta, costumo espalhar pela casa, nas gavetas, armários etc, lencinhos de papel com gotas de óleos essenciais de hortelã, limão, tangerina, eucalipto etc. Até viciei em pingar essas gotinhas no travesseiro, à noite... Um convite agradável ao sono!
Em contabilidade, as entradas precisam bater com as saídas, com saldo positivo. É importante, de vez em quando, fechar para balanço, ou seja, checar as entradas & saídas do organismo, para equilibrar a saúde.
Mas não é apenas a falta de fibras e água que prejudica o bom funcionamento do intestino. Outro vilão é o excesso de alimentos, mesmo de boa qualidade, que pode sobrecarregar todas as vias de saída e dificultar a eliminação de toxinas. O problema começa no estômago e me ocorreu compará-lo a uma máquina de lavar abarrotada de roupas. Comparação estapafúrdia?... Quem tem o hábito de lavar roupas a máquina sabe que não se pode colocar um número excessivo de peças, caso contrário o motor é sobrecarregado e pode pifar. Além disso, as roupas saem sujas, pois a quantidade de água que a máquina comporta não vai ser suficiente para um bom enxague. O mesmo cuidado precisamos ter com nosso aparelho digestivo, sem sobrecarregá-lo com excesso de alimento, que pode prejudicar seriamente sua função e, finalmente, contribuir para turvar o sangue.
Quando você pensa em frutas e hortaliças, procure também variar, isso é superimportante para estimular as vias de saída. Quantas jabuticabas você comeu este ano? E ameixas? E uva passa? E aquela maravilha que é o mamão? E o funcho da erva doce, já experimentou? Uma delícia! E já mastigou um talo de salsão? Já acrescentou um rabanete à sua salada? E umas sementinhas de girassol ou de linhaça?...
Aqui um papel importante cabe também ao exercício físico, necessário para flexibilizar os músculos do intestino e produzir uma boa transpiração que facilite o trabalho da pele e dos rins, excretores tão importantes quanto o intestino, no equilíbrio da saúde.
Entre todos os mecanismos para eliminação de toxinas, a respiração é de longe o mais importante. Respirar foi nosso primeiro ato em contato com a vida, fora do útero materno. Além de um importante fator de nutrição do sangue, é também fundamental para a eliminação do gás carbônico.
De modo geral, a capacidade dos nossos pulmões é bem maior do que a quantidade de ar que costumamos inspirar. Não se trata de um desperdício da natureza, mas de uma dificuldade criada pela vida sedentária e pela tensão emocional, que não nos permitem aproveitar amplamente a nossa capacidade respiratória. Além disso, quem não exercita o organismo também limita a a respiração.
A parte do pulmão que não costumamos utilizar não fica vazia, ela retém ar parado, que aos poucos pode ir estagnando e envenenando o sangue, quando não é feita a necessária troca.
Mas, muita atenção! Como diz o mestre Feldenkrais*, todo movimento tem que ser consciente, inclusive o ato de respirar. Muitos acreditam que a boa respiração depende de movimentos mecânicos que forçam o uso do diafragma, a abertura das costelas, o trabalho das narinas etc. O método Feldenkrais orienta para prestar muita atenção à forma como respiramos, que é única e intransferível. Somente cada um de nós pode perceber suas limitações e necessidades, a cada momento. Todo tipo de respiração é válido, a princípio!
Os exercícios de conscientização demonstram que é simples perceber quando nossa inspiração ou expiração é insuficiente ou falha. Por exemplo: quando você se força a respirar apenas pelo nariz, por achar que essa é a única forma correta, vai entrar em pânico ao menor sintoma de resfriado, quando o entupimento das narinas obriga a respirar pela boca, sendo a única forma de suprir oxigênio ao organismo nessa situação. Sim, pois o organismo, simplesmente, não pode parar de respirar... rs Rejeitar a respiração pela boca por uma questão de princípio pode prejudicar sua saúde, em caso, por exemplo, de você ser obrigado a subir vários lances de escada. Numa situação como essa, seu organismo precisa de oxigenação rápida, e você pode ver que os atletas fazem amplas respirações pela boca após uma prova exaustiva.
Respirar pela boca significa, principalmente, aumentar a entrada de ar nos pulmões, e de forma mais rápida do que pelas narinas. Os cantores que o digam! E existe uma forma excelente de eliminar toxinas através da respiração: inspirar pelo nariz e expirar pela boca, de forma bem solta, lenta e tranquila. É um dos movimentos mais relaxantes que conheço, muitas vezes me ajuda a pegar rapidamente no sono quando tenho alguma preocupação ou desgaste emocional.
A saúde em geral sempre melhora, quando aprendemos a respirar com consciência, percebendo quando precisamos usar o diafragma, quando temos que fazer uma respiração suave para relaxar, quando podemos abrir todo o tórax para a entrada de ar puro, se estivermos no campo ou próximo ao mar... A qualidade do ar é fundamental para uma boa respiração e nem sempre podemos contar com ar puro. Quando a poluição ambiental aumenta, costumo espalhar pela casa, nas gavetas, armários etc, lencinhos de papel com gotas de óleos essenciais de hortelã, limão, tangerina, eucalipto etc. Até viciei em pingar essas gotinhas no travesseiro, à noite... Um convite agradável ao sono!
Em contabilidade, as entradas precisam bater com as saídas, com saldo positivo. É importante, de vez em quando, fechar para balanço, ou seja, checar as entradas & saídas do organismo, para equilibrar a saúde.
* Sonia Hirsch - DEIXA SAIR
* Moshe Feldenkrais - CONSCIÊNCIA PELO MOVIMENTO (há outras citações a respeito do grande Moshe Feldenkrais, em outros capítulos.)
(Na dúvida sobre a ordem dos capítulos deste livro, volte para o Índice.)

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